Daee apresenta detalhes do projeto 'Renasce Tietê' em audiência pública, em Mogi das Cruzes

Projeto tem como objetivo revitalizar a várzea do rio para diminuir problemas ambientais e evitar inundações nas áreas urbanas.

Moradores de Mogi participam da 2ª consulta púbica do programa Renasce Tietê Moradores de Mogi das Cruzes participaram nesta quinta-feira (7) da segunda consulta pública do programa Renasce Tietê do Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee).

Além de conferir informações sobre o projeto, como seus investimentos, consequências e resultados, os participantes puderam fazer perguntas e esclarecer dúvidas. O objetivo do programa é revitalizar a várzea do rio para diminuir problemas ambientais e evitar inundações nas áreas urbanas. “Toda consulta pública é extremamente importante porque ela é democrática.

Leva-se à sociedade civil um projeto, que envolve um valor considerável, envolve órgãos do governo e, obviamente, esse projeto tem um objetivo.

É a sociedade civil, é quem vive ao redor do Tietê, quem usa o Tietê.

É fazer do Tietê um cidadão da cidade, o que ele não é hoje.

Ele é um cidadão abandonado”, avalia o pesquisador Alexandre Hilsdorf. Essa mesma apresentação foi feita em Salesópolis, onde deve ser construído um parque ecológico com foco em educação, cultura, esporte e lazer.

Em Mogi, o projeto prevê a construção de uma estação de tratamento de água. Programa vai proteger a várzea do Rio Tietê Reprodução/ TV Diário Marta Maria Alcione, diretora do programa, explica como a estação deve funcionar.

“A chuva carrega tudo para o rio, tornando a água muito ruim.

A ideia de ter essa estação de tratamento é para a água do Tietê receber a primeira carga já tratada.

Com isso, junto com a Prefeitura, a gente vem tratando a algum tempo para chegar a uma situação de tratamento de esgoto, saneamento básico na cidade, chegando a cerca de 90% de tratamento de esgoto”, diz. O projeto ainda está em fase de preparação e estudos.

As consultas públicas são importantes para incorporar as necessidades da população e de especialistas da região. O Renasce Tietê é uma nova etapa do Parque Várzeas do Tietê, lançado em 2011.

A proposta é implantar o maior parque linear do mundo, com 75 quilômetros de extensão e 107 quilômetros quadrados de área, unindo o Parque Ecológico do Tietê, que fica na Penha, na capital, e o Parque Nascentes do Tietê, em Salesópolis. De acordo com a diretora do programa Renasce Tietê, o projeto passou por algumas etapas junto ao Ministério da Economia e a Secretaria de Assuntos Internacionais, vinculada ao Ministério da Fazenda. Ainda segundo a diretora, as minutas do contrato estão prontas e o projeto deve ir para negociação no Tesouro Nacional ainda neste mês.

Só depois da assinatura do contrato de empréstimo e a conclusão de outras etapas, será possível começar o processo de licitação das obras. O programa deve impactar 12 municípios da região metropolitana de São Paulo, sendo oito do Alto Tietê.

“O prazo do projeto é de cinco anos a partir da assinatura do contrato.

Então, em cinco anos a partir da assinatura, isso estará pronto”, explica Marta. O programa também prevê desassoreamento de trechos do Rio Tietê e restauro florestal no entorno.

O secretário de verde e meio ambiente, Daniel de Lima, dá detalhes sobre a parceria com o Daee. “Agora está na hora de nos voltarmos ao Rio Tietê.

Fazer parte, incorporarmos na paisagem.

Então, os dois parques que nós teremos e mais o saneamento proposto pelo Daee são um conjunto que, somado ao Plano Diretor com o corredor ecológico, somado ao nosso plano de arborização, ao plano de Mata Atlântica e agora ao Renasce Tietê, nós teremos certamente um ambiente sustentável dentro da cidade de Mogi das Cruzes. Quem participou teve a oportunidade de fazer perguntas e esclarecer algumas dúvidas.

A arquiteta Ana Maria Sandim, por exemplo, esteve no auditório. “Como é que eu vou tratar uma área que está dentro de uma mata ciliar que ainda tem uma qualidade do rio e como que eu vou tratar esse rio em uma área urbana que a gente já tem visto lançamento de esgoto, lançamento de lixo? Isso ficou muito claro na apresentação do Daee, porque eles levantaram os pontos mais cruciais, que são nossos afluentes chegando no rio”. “Nós queremos que os peixes nativos do Tietê, que evoluíram aqui, voltem para o Rio Tietê, não uma espécie exótica como o bagre africano.

É simbólico? É muito simbólico, mas nós precisamos fazer alguma coisa.

Então, esse projeto, que eu acho muito legal, é um projeto que nós temos que envolver.

Por isso eu também fiz a minha manifestação.

Nós temos que envolver o peixe, que é o principal ator nesse processo.

Não é o homem.

É o peixe, o bicho, o animal que precisa da água limpa para viver”, completa o pesquisador Hilsdorf.

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